VAPOR BENJAMIM GUIMARÃES: OU RESTAURA URGENTE OU MINAS GERAIS VAI PERDER ESSE PATRIMÔNIO CULTURAL

Vapor Benjamim Guimarães, parado em Pirapora, último vapor movido a lenha no mundo será tema de audiência pública na Câmara Federal, por iniciativa do deputado Paulo Guedes

A Comissão de Turismo da Câmara Federal irá realizar, na próxima quarta-feira (29/06), audiência pública para debater a urgente necessidade de restauração do Vapor Benjamim Guimarães – o único movido a lenha no mundo, que está parado em Pirapora, Norte de Minas, e em processo acelerado de danificação. A reunião, prevista para as 15h, no Anexo II, Plenário 05, atende ao requerimento nº 10/22, de autoria do deputado Paulo Guedes (PT/MG).

Segundo o parlamentar, o objetivo é discutir a retomada das obras de restauração desse patrimônio de Minas Gerais e símbolo da história e da cultura ribeirinha. Dentre os convidados para o debate estão representantes do Ministério do Turismo; da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais; do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

O deputado Paulo Guedes, que faz parte da Comissão de Turismo na Câmara, vem há algum tempo cobrando respostas sobre a situação de abandono em que se encontra o Benjamim Guimarães. No final de maio, ele apresentou requerimento para a realização de audiência pública para discutir a responsabilidade do Estado e da União na manutenção e restauração do barco.

“O governador Romeu Zema e o Ministério do Turismo anunciaram recursos (reforma do Benjamim Guimarães), licitaram, mas não deram sequência ao processo. Fizeram toda uma propaganda sobre o assunto, mas abandonaram o vapor desde 2020. A população espera respostas, por isso solicitamos esta audiência pública”, justificou.

 

TRAGÉDIA ANUNCIADA

Há cerca de dois anos, o vapor Benjamim Guimarães foi retirado das águas do Rio São Francisco para restauração. Mas, alguns meses após o início, a obra foi abandonada e até hoje está totalmente paralisada, com o casco do barco aberto nas duas laterais, o que compromete ainda mais a conservação do vapor.

“Com a aproximação do período de chuvas, a ameaça é ainda maior. Somado ao aumento natural do nível do Rio São Francisco, há ainda a possibilidade de abertura das comportas das represas de Três Marias e de Sobradinho. Com a cheia, fatalmente o vapor será atingido e poderá ser destruído definitivamente, já que as águas podem chegar até o segundo andar do barco”, alertou Paulo Guedes.

Link para acompanhamento: https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/65828

 

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